O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (3) que considera distribuir um “dividendo” financeiro à população norte-americana — especialmente para pessoas de baixa e média renda — utilizando recursos obtidos com as tarifas impostas a parceiros comerciais dos EUA.
“Pode haver uma distribuição ou um dividendo para o povo de nosso país. Eu diria que, para as pessoas de renda média e baixa, poderíamos fazer um dividendo”, disse Trump.
A proposta faz parte de sua estratégia econômica, que aposta no uso de barreiras comerciais como instrumento de política interna. Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, as tarifas aplicadas na última semana provavelmente continuarão em vigor, sem reduções, mesmo durante as negociações em andamento.
Tarifas pesadas contra dezenas de países
Na última quinta-feira (31), Trump assinou um decreto elevando tarifas de importação para 69 parceiros comerciais, variando entre 10% e 41%, com início em sete dias. Alguns desses países haviam firmado acordos de redução de tarifas; outros sequer tiveram chance de negociar.
O Brasil foi duramente atingido: produtos brasileiros passarão a pagar uma tarifa total de 50% — resultado da sobretaxa de 40% anunciada no decreto, somada aos 10% já aplicados anteriormente.
Antes do prazo final de sexta-feira (1º), Trump também estabeleceu tarifas específicas:
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35% para muitos produtos do Canadá
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50% para o Brasil
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25% para a Índia
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20% para Taiwan
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39% para a Suíça
Todos os outros países não listados pagarão, como regra geral, uma tarifa de 10%.
Justificativa da Casa Branca
Na ordem executiva, Trump afirmou que alguns parceiros comerciais não apresentaram propostas aceitáveis para corrigir o que considera desequilíbrios na relação comercial com os EUA.
“Apesar de terem se engajado em negociações, ofereceram termos que, a meu ver, não abordam suficientemente os desequilíbrios em nossa relação comercial ou não se alinharam suficientemente com os Estados Unidos em questões econômicas e de segurança nacional”, justificou.
Com essa medida, Trump pretende manter a pressão sobre seus principais parceiros comerciais, reforçar sua pauta nacionalista e, agora, promete devolver parte dessa arrecadação diretamente ao bolso de americanos de renda baixa e média.

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