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Terça-feira, 28 de Abril de 2026

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As Conquistas das Mulheres Sob Ataque: O Alinhamento Entre Trumpismo e Bolsonarismo

Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, aliado de Trump, defende que mulheres não possam votar e nem ocupe cargos de liderança

As Conquistas das Mulheres Sob Ataque: O Alinhamento Entre Trumpismo e Bolsonarismo
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante entrevista coletiva do presidente Donald Trump, na Casa Branca, em Washington
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O que poderia parecer apenas mais uma polêmica nas redes sociais é, na verdade, um sinal claro de uma ofensiva ideológica que ameaça diretamente décadas de avanços conquistados pelas mulheres. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, publicou no X um vídeo com mais de 5 milhões de visualizações, em que pastores defendem que mulheres não tenham direito ao voto e não ocupem cargos de liderança.

As declarações, exibidas pela CNN, vieram de figuras centrais do nacionalismo cristão americano. Doug Wilson, cofundador da Comunhão de Igrejas Reformadas Evangélicas (CREC), prega abertamente que os EUA devem se tornar “uma nação cristã” e que apenas homens devem ocupar posições de liderança, inclusive nas Forças Armadas. Já o pastor Toby Sumpter propôs que, em cada domicílio, apenas um homem tenha o direito de votar, decisão tomada “após consulta à família”.

Essa não é uma provocação isolada. Trata-se de parte de uma estratégia coordenada do governo Trump para institucionalizar o nacionalismo cristão, incorporando cultos religiosos ao Pentágono e criando um gabinete de fé dentro da Casa Branca. Não por acaso, o episódio coincide com a queda de popularidade de Trump entre as mulheres, cuja aprovação despencou de 42% para 39% em apenas dois meses.

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O vínculo com a ultra direita religiosa

O próprio Pentágono admitiu que Hegseth é “orgulhoso membro” de uma igreja ligada à CREC, e que admira abertamente os ensinamentos de Wilson, um homem que já relativizou a escravidão, alegando existir “afeição mútua” entre escravizados e senhores. A ligação entre altos cargos de governo e líderes religiosos ultraconservadores expõe um projeto de poder que ultrapassa fronteiras e inspira movimentos políticos como o bolsonarismo no Brasil.

A mesma ameaça no Brasil

Assim como nos Estados Unidos, a extrema direita brasileira também se alinha a correntes religiosas que defendem papéis “tradicionais” e submissos para as mulheres. A agenda bolsonarista, frequentemente travestida de moral e costumes, ataca direitos reprodutivos, dificulta políticas de igualdade de gênero e reforça estereótipos que empurram as mulheres de volta à condição de cidadãs de segunda classe.

O risco é real e imediato

O sociólogo Andrew Whitehead alerta que o nacionalismo cristão busca “transformar crenças pessoais em leis”, impondo um modelo religioso único a toda a sociedade. A consequência, tanto nos EUA quanto no Brasil, é a erosão do Estado laico e a ameaça direta à autonomia e liberdade das mulheres.

Essa ofensiva precisa ser reconhecida pelo que é: um ataque coordenado e transnacional contra direitos conquistados à custa de séculos de luta. Ignorar o perigo do trumpismo e do bolsonarismo é abrir caminho para que o direito ao voto, à liderança, à saúde e à igualdade sejam não apenas enfraquecidos, mas completamente destruídos.

FONTE/CRÉDITOS: Claudio Joel - Rede Triscar
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