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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Operação mira fraude contra falso mandado de prisão de Lula e Moraes

Ataque no sistema do CNJ tentou expedir mandados de prisão contra o chefe de Executivo e o ministro do STF.

Operação mira fraude contra falso mandado de prisão de Lula e Moraes
Ataque a sistema tentou expedir mandados de prisão contra Lula e Moraes
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Na manhã desta quinta-feira (5), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou operação que mira envolvidos nas fraudes cibernéticas que atingiram sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ataque tentou expedir mandados de prisão contra o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes em janeiro deste ano.

Além do CNJ, a Polícia Civil também apura adulterações em processos digitais que tramitam no Tribunal de Justiça de Goiás, com a inclusão de documentos falsos para simular decisões judiciais.

Também auxiliaram na operação o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás e as polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal, que prestaram apoio operacional. A PCGO confirmou a ação nas redes sociais.

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Invasão

O ataque ocorreu em 20 de janeiro, quando hackers tentaram alterar dados relacionados a mandados de prisão. Segundo o CNJ, não houve emissão efetiva de ordens judiciais contra as autoridades, os registros apenas sofreram alterações internas com uma "substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras".

De acordo com a apuração interna da instituição, o episódio não foi causado por falhas estruturais no sistema. Informações de acesso pertencentes a usuários de tribunais foram utilizadas de maneira irregular, em razão de roubo de credenciais.

Em nota publicada em 22 de janeiro, o CNJ confirmou o ataque e disse ter identificado alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

"A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos."

A suspeita da instituição é de que a organização utilizava logins e senhas de magistrados para acessar o sistema do CNJ. Os suspeitos também são investigados por emitir alvarás de soltura, liberar valores bloqueados judicialmente e autorizar a restituição de veículos apreendidos.

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