A confiança na economia brasileira voltou a brilhar no cenário global. O governo Lula realizou sua primeira emissão de títulos soberanos de 2026 e conquistou US$ 4,5 bilhões no mercado internacional — um resultado que superou expectativas e reforçou a imagem de solidez fiscal do país.
A operação, conduzida nos Estados Unidos, combinou um novo título de 10 anos (Global 2036) e a reabertura do papel de 30 anos (Global 2056). O apetite dos investidores foi tão grande que a demanda atingiu US$ 12 bilhões, quase o triplo do valor ofertado.
Destaques que chamaram atenção do mercado
- Recorde histórico para títulos brasileiros de 10 anos no exterior.
- Juros competitivos: 6,4% ao ano no Global 2036 e 7,3% no Global 2056.
- Spreads em queda, indicando menor percepção de risco sobre o Brasil.
- Melhor resultado para um título brasileiro de 30 anos desde 2014.
- Coordenação de peso: HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.
Por que isso importa
A captação reforça as reservas internacionais e envia um recado claro ao mundo:
o Brasil voltou a ser visto como um porto seguro para grandes investidores.
Segundo o Tesouro Nacional, o desempenho reflete “a robustez e a atratividade da dívida soberana brasileira”, além de consolidar a credibilidade do país em um momento de disputa global por capital.
Os recursos entram oficialmente nas reservas no dia 19 de fevereiro, ampliando a proteção do Brasil contra turbulências externas.

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