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Quinta-feira, 08 de Outubro 2026
Política

Projeto permite que Santas Casas usem licitações do governo para comprar insumos mais baratos

Texto está em análise na Câmara

Projeto permite que Santas Casas usem licitações do governo para comprar insumos mais baratos
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Deputado Beto Preto, autor da proposta

O Projeto de Lei 3339/26 altera a Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/21) para autorizar hospitais filantrópicos e Santas Casas a adquirir medicamentos e outros materiais médicos por meio de regime simplificado de compras. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Entre as medidas previstas, está a adesão às atas de registro de preços da administração pública. Assim, se o governo federal ou estadual realizar uma grande licitação e conseguir comprar insumos médicos mais baratos em razão do volume, a Santa Casa poderá usar essa mesma ata para adquirir seus próprios produtos pelo preço já negociado com desconto.

Além da adesão, o projeto estabelece outras formas de compras simplificadas:

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Contratação direta: Em situações de desabastecimento, emergência hospitalar ou calamidade pública; Compras compartilhadas: Realização de aquisições centralizadas entre diferentes entidades filantrópicas para ganhar força de mercado; Uso de plataformas públicas: Utilização dos sistemas eletrônicos simplificados do governo para a aquisição.

Exigências e Transparência Para ter direito a essas facilidades e acessar os preços das atas do governo, a instituição precisará cumprir os seguintes critérios:

Comprovar que a entidade destina, no mínimo, 60% de seus atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS); Publicar todos os contratos e aquisições em um portal eletrônico de transparência; Provar que a adesão à ata de preços do governo traz vantagem econômica real; Obter autorização prévia do órgão público que gerenciou a licitação inicial.

O autor, deputado Beto Preto (PSD-PR), ressaltou que essas entidades são responsáveis por parcela significativa de internações e cirurgias do SUS no interior do Brasil, mas acabam penalizadas na hora das compras.

"A fragmentação das compras, a reduzida capacidade de negociação e a ausência de instrumentos que permitam ganhos de escala contribuem para o aumento dos custos operacionais", frisou.

Conforme ele, a medida não cria gastos para a União, apenas racionaliza o dinheiro já repassado a esses hospitais.

Próximos passos O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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