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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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‘O senhor perdeu, não teve fraude, vai para casa' disse Baptista Junior a Bolsonaro:

Presidente, o sr. entrou no jogo, o sr. quis jogar, o sr. perdeu. Não teve fraude,(…) agora acabou o sr. tem que ir pra casa, o sr. tem que fazer oposição

‘O senhor perdeu, não teve fraude, vai para casa' disse Baptista Junior a Bolsonaro:
imagem: Reprodução/Twitter
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Em seu depoimento durante a delação premiada à Polícia Federal, Mauro Cid compartilhou como os líderes das Forças Armadas em 2022 percebiam a chance de que Jair Bolsonaro assinasse um documento com intenções golpistas.

De acordo com Cid, o brigadeiro Carlos Baptista Júnior, que era o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), foi o que mais se opôs à ideia e aconselhou Bolsonaro a “ir para casa”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu levantar o sigilo dos depoimentos da delação de Cid. O delator conversou com os investigadores a respeito das reuniões entre Bolsonaro e os comandantes em 2022.

O ex-ajudante de ordens forneceu detalhes sobre as percepções de cada um e relatou conversas que presenciou no encontro entre Bolsonaro e os três oficiais, onde foi proposta uma minuta para assegurar a permanência de Bolsonaro no poder após sua derrota para Lula.

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Desacordo do comandante da FAB

Segundo Cid, o comandante da FAB na época foi o mais veemente ao tentar convencer Bolsonaro a desistir do plano. Ele teria dito:

"Presidente, o sr. entrou no jogo, o sr. quis jogar, o sr. perdeu. Não teve fraude,(…) agora acabou o sr. tem que ir pra casa, o sr. tem que fazer oposição"

Perspectivas do comandante da marinha

Na narrativa de Cid, o então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, expressava que estava com a frota “pronta para agir”.

Ele estaria esperando que Bolsonaro desse a “ordem”, mas sua decisão dependia da adesão do Exército, que possui o maior número de efetivos entre as forças armadas.

O papel do comandante do exército

O comandante do Exército, general Freire Gomes, seria considerado um “meio termo” entre as posições dos dois anteriores, segundo Cid. No entanto, ele nunca apoiou uma intervenção militar para tomar o poder.

Defesa de Bolsonaro e críticas à delação

O advogado de Bolsonaro afirmou que solicitará a anulação da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Em uma entrevista à GloboNews, quando questionado pela jornalista Andreia Sadi sobre esse pedido, ele respondeu:

“Evidentemente que sim.”

Ele criticou o andamento do processo e questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes em ouvir Cid:

"Cadê os juristas, cadê os advogados que criticaram a Lava Jato? Qual é o recado que nós vamos passar para o país admitindo uma delação como essa?"

Ele enfatizou a necessidade de cautela diante da seriedade da situação.

Reação de Bolsonaro às acusações

Bolsonaro se referiu à acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe como uma “denúncia Disney” e declarou:

“Caguei pra prisão.”

Durante um evento do PL em Brasília nesta quinta-feira (20), ele afirmou:

“O tempo todo: vamos prender Bolsonaro. Caguei pra prisão.”

Além disso, ironizou:

“Desde 19, [eu] articulava ao desacreditar o sistema eleitoral e dar um golpe. O golpe da Disney, porque eu tava lá com Pato Donald e o Mickey.”

FONTE/CRÉDITOS: Redaçao - Osegredo - Rede Triscar
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