O anúncio feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar o pedido de urgência para a reforma do Imposto de Renda marca um divisor de águas na política brasileira. O projeto, apresentado pelo governo Lula, prevê isenção para todos que ganham até R$ 5 mil e representa mais do que uma medida econômica: trata-se de uma conquista social e histórica para milhões de trabalhadores brasileiros.
Se aprovada, a proposta significará um alívio direto no bolso da população que sustenta o país com seu trabalho e que, ao longo das últimas décadas, foi a mais penalizada por um sistema tributário regressivo e injusto. É a correção de uma distorção que privilegiava os mais ricos, enquanto os assalariados arcavam com o peso da carga tributária.
Não é exagero afirmar que essa reforma pode se tornar um dos maiores legados do governo Lula em seu novo mandato. Afinal, colocar o trabalhador no centro da política econômica e dar a ele dignidade fiscal é um gesto de justiça social que fortalece a democracia.
A decisão de Hugo Motta em colocar o tema em pauta também sinaliza uma inflexão no Congresso. Após tentativas da oposição bolsonarista de sabotar a governabilidade, como na manobra para controlar a CPMI do INSS, a vitória política do governo demonstra que o diálogo e a articulação prevaleceram sobre a chantagem e a radicalização. Lula, ao lado de sua base e de ministros como Gleisi Hoffmann, mostra que governar é entregar resultados concretos para quem mais precisa.
A reforma do Imposto de Renda, se aprovada, será um marco comparável a outras grandes conquistas sociais do país, como o Bolsa Família ou a valorização do salário mínimo. Não se trata apenas de números, mas de uma nova lógica de Estado, em que os mais pobres e a classe média trabalhadora deixam de ser tratados como fonte inesgotável de arrecadação.
O Brasil, tantas vezes marcado por desigualdades estruturais, pode agora escrever uma página diferente: a de um governo que ousa mexer nos privilégios e priorizar quem sustenta a nação com sua força de trabalho.
Se a Câmara corresponder a esse gesto histórico, o país terá dado um passo gigantesco rumo à justiça tributária e à valorização dos trabalhadores, uma vitória não apenas de Lula, mas de todo o povo brasileiro.

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